Os cânceres ginecológicos acometem os órgãos genitais femininos, sendo os mais frequentes o câncer de colo de útero, o câncer de ovário e o câncer de endométrio.
Câncer de colo de útero
Fatores de risco
Infecção pelo HPV (fator isolado mais importante)
Início precoce da vida sexual e múltiplos parceiros
Multiparidade
Tabagismo
Baixo nível socioeconômico
Prevenção e diagnóstico
Vacinação contra o HPV
Uso de preservativo nas relações sexuais
Exame preventivo (Papanicolau) de rotina
Colposcopia e biópsia dirigida quando há alteração no exame preventivo
Tratamento
Depende do estadiamento da doença, podendo variar de procedimentos conservadores (conização) à histerectomia radical com linfadenectomia, associada ou não a radioterapia e quimioterapia.
Câncer de ovário
É o tumor ginecológico de maior letalidade, pois costuma ser diagnosticado em estágios avançados por apresentar sintomas vagos, como aumento do volume abdominal, desconforto pélvico e alterações intestinais.
Fatores de risco: história familiar, mutações BRCA1 e BRCA2, ausência de gestações, menarca precoce e menopausa tardia
Diagnóstico: exame ginecológico, ultrassom transvaginal, marcador CA125 e tomografia/ressonância
Tratamento: cirurgia de citorredução com estadiamento completo, associada a quimioterapia
Câncer de endométrio
É o câncer ginecológico mais frequente em mulheres na pós-menopausa. O principal sinal é o sangramento uterino anormal, especialmente após a menopausa, o que favorece o diagnóstico precoce.
Fatores de risco: obesidade, diabetes, hipertensão, ausência de gestações, menopausa tardia e uso de estrogênio isolado
Diagnóstico: ultrassom transvaginal e histeroscopia com biópsia do endométrio
Tratamento: histerectomia com salpingooforectomia bilateral e estadiamento cirúrgico, podendo ser complementado com radioterapia e/ou quimioterapia
PATOLOGIAS
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